Evito

setembro 6, 2009 at 5:40 am (Poesia)

Evito encarar seu rosto, ele me machuca
traz lembranças de outrora.
Lembraças que em meu peito se hospedam
Lembraças que jamais vão embora.

Evito encarar seu rosto, talvez sem razão.
Traz um medo dos sentimentos de outrora.
medos que insistem em gritar.
medos de um coração que chora.

Evito encarar seu rosto, é beleza demais.
traz a pureza de outrora.
Pureza de um coração.
pureza que meu peito devora.

Evito encarar seu rosto, é pura vaidade.
traz a vontade de outrora.
uma vontade de seu corpo.
vontade que em meu corpo mora.

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Ética

março 11, 2008 at 12:10 am (Poesia)

Morreu-me a criatividade.
Nada escrevo
Nada desejo.
Morreu-me a vontade.

não fui ética
não fui poética

Não gestei
faltou-me a poesia
faltou-me a rima
Não vinguei

não fui ética
não fui poética

Não concebi estrofes
privada de ideal
privada do bem ou do mal
Não concebi distorces

não fui ética
não fui poética

Virgem estou
sem pensamentos
sem momentos
Virgem que cansou

não fui ética
não fui poética

Abortei o dilema
sem amores
Sem dores
Abortei esse poema.

não fui ética
fui poética

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Ser diferente

outubro 15, 2007 at 10:14 pm (Poesia)

Talvez seja assim!
Ou quem sabe, é assim que vemos …
Mas poderia ser?
Apenas diferente

Talvez seja assim.
Ou, quem sabe. Nunca percebemos!
Claramente ser…
Apenas diferente?

Talvez, seja assim?
Ou quem sabe, sempre foi.
Deveria ser!
Apenas. Diferente…

Talvez, seja assim…
Ou, quem sabe. Nunca foi?
Quero ser.
Apenas Diferente!

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Dia de trabalho

agosto 24, 2007 at 2:46 pm (Poesia)

Sinto no corpo moído,
surrado pelo tempo,
A água vem caindo,
molhando meus pensamentos.

E, Por alguns instantes,
o amanhã começo a planejar
compromissos não dormem
insistem em me acordar.

Mas, a água que meu rosto molha,
faz um gesto de acariciar,
bate, refresca e corre rápido.
Talvez por pena do meu olhar

Então fecho os olhos,
não as quero espantar,
sinto apenas as gotas,
em minha pele deslizar.

E no cheiro da água quente
vejo despertar velhas lembranças
talvez da colorida banheira
do meu tempo de criança

Percebo que estou sozinha
um instante somente meu
sorrindo como a criança
achando o brinquedo que perdeu

E da pedra de ensaboar,
vem o perfume agora doce
que revive meu corpo
como se minha cura fosse.

Logo entrego-me a mim mesma
sou minha e tudo sou eu
sou parte daquela menina
que o brinquedo perdeu

Sinto na caricias em meus cabelos,
que a água faz agora,
a vontade do meu homem
que carinhosamente meu peito devora

e renasce em mim a vontade
de com esse homem estar
se possivel não amá-lo
apenas ao seu lado deitar

e se isso conseguir,
vou fechar os olhos e sonhar,
ao lado do homem que me ama
e me faz feliz ao me abraçar.

Leila Piedad & S.F.

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Estranho olhar

agosto 17, 2007 at 12:23 am (Poesia)

Olhar que cega
fura minh’alma
incomoda o peito
estranhamente consola

o Estranho me encara
fazendo-me sua
domina meu pensamento
sinto-me desnuda

pequena é a vergonha
do rubro que brota
na face de mulher
segredos de outrora

então fecho os olhos
falta-me o ar
sinto a vontade
deste Estranho amar

e o calor me invade
toma meu corpo
velhos desejos
com sabor de novo

e por uns instante sou sua
sem querer, sem amar
matar seu desejo, Estranho
Escrava presa em olhar

Leila Piedad

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Eroticamente Incorreto

agosto 3, 2007 at 10:59 pm (Poesia)

Nunca gosto do que escrevo
e hoje entendi o motivo
Não que busque a perfeição
É culpa do pronome oblico

Não quero amá-lo
e sei que tão pouco ama-lo-ei
Prefiro amar ele
Amar ele escreverei

Mas, do gostar é difícil
Exige uma preposição
é transitivo indireto…
esqueço preposições prefiro posições

Mas gosto do escrever,
É transitivo direto, pede um objeto
Sem proposições e mediações, sugere posições
é eroticamente poético.

Nessa relação erótica
A alternância me faz errar
ora por que quero
ora por amar

nas adversatividades
contudo, quero estar
entretanto, tenho cautela
se não, estaria a um passo, de errar

Mesóclise, Verbos, Frases, Parágrafos e Sinais
isso é muito complexo, não consigo explicar
vou escolher a simplicidade dum artigo
com o ‘a’ vou ficar.

Leila Piedad

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Nenem

julho 25, 2007 at 1:45 am (Poesia)

Durma em seu sonho criança
ZzzzZzzzZzzzZzzzZzzzZzzzZ
Durma meu bebê
ZzzzZzzzZzzzZzzzZzzzZzzzZ
Sua Mamãe vela por ti….
ZzzzZzzzZzzzZzzzZzzzZzzzZ
SEU PAPAI ESQUECEU O TETÊ.
BuaaBuaaBuaaBuaaBuaaBuaa

Leila Piedad

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Ex-amante

julho 11, 2007 at 7:51 pm (Poesia)

Calada como a noite
Abandonada pelo dia
Apenas respiro o sonho
Sem saber se sobreviveria

Sozinha, como o tempo
Que só existe, para ser.
Do amor tenho medo
Quero adormecer

Como em contos de fada
A bela adormecida
E, se por um príncipe beijada
Meu amor Despertaria.

Essa bela, não sou eu
Adormecida tão pouco estou
Quero ter a minha historia
A que ninguém contou

Não me importa o seu final
Mas seja bela como natureza
Verdadeira como folhas do outono
Levadas pela correnteza

Desejada não quero ser
De amor é que preciso
Não o quero sonhando
O quero aqui comigo

E, se fores mais tarde partir
Deixe-me só o pranto
Tenho o direito de chorar
Odiar-te te amando.

E, quando minhas lagrimas secarem
Rezarei para que seja feliz
Pois estarei em outros braços
Um novo homem me quis.

Leila Piedad

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Instável

julho 11, 2007 at 11:54 am (Poesia)

Oculto desejo de saber quem sou.
Apenas uma mulher viva que revive.
Na fantasia de ser menina.
Levada criança. Brinca que amou.

Confusa em meus sonhos,
Determinada em meus desejos.

Oculta tristeza de não se conhecer
Apenas uma criança que vive.
A fantasia de ser mulher
Séria mulher. Esqueceu de esquecer.

Confusa em meus desejos.
Determinada em meus sonhos.

Revelo o desejo. Já não sei o que sou
Uma menina-mulher. Meu desejo desperta.
Na fantasia de ser quem não fui
Encontrei-me múltipla, a mudança eterna.

Conheço meus desejos
Esqueço-me de meus planos.

Revelo a alegria de me procurar.
Uma menina mulher já não quer chorar
Quer apenas sentir
Quer um homem amar.

Leila Piedad

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Despertar

julho 5, 2007 at 12:56 pm (Poesia)

Tenho vergonha
Da lágrima que inflama
Insisto em sorrir
Vivo a mentir

Vejo a tristesa
Acabar com a beleza
Uma garota que chora
Lembranças de outrora

Então vejo-me sozinha
Congela-me a pouca vida
A terra faz de conta
Haver uma vida pronta

Então, há luz
Esqueço desilução
Mudo a direção
Que o destino conduz.

Agora em meu ventre estou
Não mas só, agora dentro de mim
Percebo que sempre foi assim.
Do meu sonho, a tristesa me despertou

Então percebo que não é o fim
É uma nova vida
Bela como o dia
Que so depende de mim.

Leila Piedad

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